- BR RSASBCS 1-1-2
- Parte
- 1964 - 1979
Rômulo Segala, escriturário da agência do Banco do Banco desde 1945, exerceu liderança ingressou no Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região em 28 de julho de 1953, e na diretoria do mesmo em 28 de agosto de 1958. Sua vivência sindical e profissional foi afetada pelo Golpe Militar de 1964 e pela vigilância exercida sobre os sindicatos no país.
Após o que foi denominado de inquérito policial militar instaurado em Caxias do Sul, conforme noticiou o jornal local Pioneiro, Rômulo Segala foi destituído de suas funções profissionais e sindicais. Em 06 de março de 1964, sob a mira de metralhadoras e fuzis de onze policiais civis e militares, foi detido em seu local de trabalho. Também foram detidos o secretário do Sindicato, Clóvis Sperandio, e o assessor jurídico, Percy Vargas de Abreu e Lima.
Em 1979, em uma entrevista concedida ao mesmo jornal, mas dentro de um contexto de anistia política Segala relatou, com emoção, sua demissão compulsória do Banco do Brasil e sua descrença em ser beneficiado pelo então Projeto de Lei de Anistia.
Após o afastamento de seus dirigentes, o Sindicato dos Bancários foi administrado por uma Junta Governativa Interventora, integrada por bancários e indicados pelas gerências dos bancos. Conforme as atas do Sindicato, a intervenção buscava a constatação de possíveis desvios de verbas ou irregularidades documentais. Ao final do processo, após a análise dos documentos, nenhuma irregularidade foi encontrada. Com o fim da intervenção, em 30 de maio de 1964, assumiu então a presidência da instituição, Sérgio Guimarães da Silva nela permanecendo até as eleições sindicais realizadas de 1965.