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Carta de aprovação dos Estatutos do Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Caxias do Sul

Carta de aprovação dos Estatutos do Sindicato Caxiense dos Bancários
Carta de aprovação dos Estatutos do Sindicato Caxiense dos Bancários, com sede em Caxias do Sul, sob a denominação de Sindicato dos Empregados em Estabelecimentos Bancários de Caxias, como sindicato representativo da categoria profissional dos empregados em estabelecimentos bancários, na base territorial de Caxias, Alfredo Chaves e Guaporé, com sede em Caxias, no estado do Rio Grande do Sul de acordo com o decreto nº 1402 de 05 de junho de 1939.
Dulfe Pinheiro Machado, Ministro de Estado dos Negócios do Trabalho, Indústria e Comércio
Rio de Janeiro, 05 de dezembro de 1941

Gysmunda Pezzi

A caxiense Gysmunda Pezzi Letti nascida em 19 de janeiro de 1909, filha do comerciante Arcádio Pezzi e da enfermeira Isabel Pezzi, foi a primeira mulher a exercer um cargo de dirigente sindical no estado do Rio Grande do Sul e no Brasil. Ao lado de Elvira Itália Rossi Chiaradia, Gysmunda assinou, junto com 39 bancários, a fundação do Syndcato Caxiense dos Bancários, conforme a ata nº 03 de 29 de janeiro de 1936.
Antes de integrar o Sindicato, Gysmunda, ainda muito jovem, iniciou suas atividades profissionais na sede caxiense da Companhia Telefônica Riograndense e, em 1925, iniciou sua carreira como bancária na agência do Banco Francês e Italiano de Caxias do Sul, exercendo nesse estabelecimento diferentes cargos, evidenciando seu espírito de liderança e competência.
Em 27 de dezembro de 1937 foi eleita presidente do Sindicato Caxiense dos Bancários. Junto com ela foram também eleitos: Frederico Muller, João d'Avila, Juverlindo Tagliari, Oswaldo Velho, José Mário Fonseca, Natal Chiarello e, outra mulher, Edith Pelizzari na comissão executiva; e Vicente Petri da Fonseca, Helio Scalabrini e Remigio Rossato no conselho fiscal.
Permaneceu por pouco tempo na liderança da instituição, em 18 de agosto de 1938, Gysmunda e os demais integrantes da comissão executiva apresentavam sua demissão. A ata que registrou o fato não esclareceu os motivos que levaram a demissão de todos os integrantes da executiva e sua substituição por uma Junta Governativa.
O fato é que a eleição de Gysmunda para um cargo de liderança sindical causou espanto e surpresa da sociedade da época, tanto que um jornal local, em 1938, publicou a indignação com os avanços femininos e a liderança "lamentável", como opinou o cronista, de uma mulher a frente do Sindicato dos Bancários.
Em 1939, Gysmunda casou-se com Angelo Letti e estabeleceu-se na cidade de Antônio Prado, afastando-se das atividades bancárias. Faleceu em Antônio Pardo, em 28 de novembro de 1974.

Arquivo do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul e Região

O Assombro, 09 de janeiro

O Jornal de cunho humorístico caxiense, O Assombro, em 09 de janeiro de 1938, através da crônica O avanço do feminismo, criticava a candidatura de uma mulher bancária para exercer o cargo de Diretora do Sindicato dos Bancários de Caxias do Sul, referindo-se a escriturária Gysmunda Pezzi.